APLICAÇÃO PROFISSIONAL OU INSTITUCIONAL DE PRODUTOS QUÍMICOS SANEANTES


Procure usar o melhor.

O que é melhor?

É o produto que vem de um fabricante idôneo, considerando também sua regularização, isto garante que algumas etapas de pré-avaliação já foram feitas por outros e pelos órgãos oficiais competentes garantindo confiança de que sua composição foi considerada sob diversos pontos de vista, testes de eficiência, quando necessários, foram executados e que foram produzidos dentro de BPF (Boas Práticas de Fabricação) garantindo sua qualidade.  Claro sempre levando em consideração seus resultados efetivos, é aquele produto que cumpre, ao menor custo e com maior garantia, as finalidades propostas.

 

Sugerimos as seguintes etapas:

1)      Avaliação da documentação oferecida, lembre-se que é obrigação do fabricante/distribuidor, quando solicitado, fornecer a documentação, porém é sobre a Empresa usuária que cabe responsabilidade quanto à segurança e saúde de seus funcionários, bem como a responsabilidade eco-ambiental na sua aplicação.

2)      Faça seus próprios testes de eficiência, normalmente esta etapa é muito difícil pois geralmente recorre a julgamentos de ordem organoléptica, dependendo mais de julgamento sensorial.   Procure fazer aqui a análise, mais perfeita possível, usando critérios de avaliação mais apropriados a cada caso, por exemplo: Ao avaliar o resultado de uma limpeza certifique-se de que realmente limpou não apenas clareou a superfície, caso tenha outro produto, seja de outro ou do mesmo fabricante aplicável por recomendação, sua aplicação em paralelo, e na mesma condição, pode lhe possibilitar melhor julgamento, em alguns casos após a aplicação pode-se esfregar um papel ou tecido branco para verificar algum nível de resíduos.   Lembre-se que se você está aplicando algo profissionalmente seus resultados, invariavelmente, também serão julgados e poderão ser a razão de seu sucesso ou fracasso no mercado.

3)      Ao avaliar produtos de acabamento, como no caso de impermeabilização de pisos, não observe somente o resultado imediato, observe-os a médio e longo prazo.

4)      Verifique e compare o custo-benefício, não o preço da unidade, um produto de custo unitário muito baixo pode ser o mais caro, se este não atender a suas necessidades.   Para isso, após constatar bons resultados verifique as maiores diluições em que ainda resultados satisfatórios são obtidos, logo abaixo discorreremos sobre processos de aplicação, o que lhe será útil no entendimento de como obter os melhores resultados.

5)      Tenha certeza de que o que foi comprado será entregue, exija, como garantia, especificações e certificados por escrito.

6)      Mantenha seus registros de testes e de processos bem definidos para comparação futura.

7)      Finalmente certifique-se que obterá do fabricante/distribuidor uma assistência técnica profissional, consistente e presente que o auxiliará no futuro, inclusive com sugestões e processos que poderão aumentar sua produtividade, melhorar seus resultados e reduzir seus custos.
APLICAÇÃO DOS PRODUTOS

 

Produtos para impermeabilização de pisos requerem um tratamento especial e diferenciado e pode ser obtido, caso a caso, em nossas folhas de processo e manutenção, portanto, nos restringiremos aqui mais aos produtos de limpeza em geral.

 

O sucesso na aplicação de um produto de limpeza não se deve só à perfeita eleição do produto quanto à sua efetividade, economia, segurança, saúde e meio-ambiente, e sim à perfeita execução de um processo do qual este faz parte integrante.

Todos os parâmetros e componentes, incluindo eventuais equipamentos, acessórios e tempos envolvidos são de primordial importância.

 

Podemos dividir os processos de limpeza em diversas categorias, porém a que mais nos interessa, por ser a mais comum, é a limpeza mista, onde se utilizam produtos químicos e ação mecânica.

Este tipo de aplicação apresenta variáveis bem definidas cuja interação é intuitiva e pode ser facilmente compreendida.

 

Considerados determinados e fixos:

  • Tipo e intensidade da sujidade.
  • Produto a ser utilizado, levando em consideração: tipo de sujidade, substrato, saúde e meio-ambiente.
  • Agente de ação mecânica e sua forma de aplicação, levando em consideração: agressividade, e condição local.

 

 

As variáveis serão:

  • Concentração do produto.
  • Ação mecânica (tempo de atuação e força exercida).
  • Temperatura (natural do local ou provocada).
  • Tempo de contato (atuação do produto)

 

 

Essas variáveis se relacionam entre si, ou seja, o valor de uma pode interferir com o valor da outra, por exemplo: se aumentarmos o tempo de contato poderemos reduzir a concentração ou a ação mecânica.

A temperatura, apesar da importância que tem, não apresenta, na prática, fator que se tenha controle, exceto quando se utilizam equipamentos para aplicação que possam executá-lo.

 

 

SUGESTÕES PARA CONTROLE DAS VARIÁVEIS

 

Concentração:

  • Usar medidores de peso ou volume práticos, porém, confiáveis e medir criteriosamente.
  • Usar dosadores ou diluidores automáticos bem calibrados.

Tempo de atuação:

  • Usar um relógio, principalmente em processos com necessidade tempos maiores.

Ação mecânica:

Procurar critérios para reproduzir fielmente processos anteriormente executados com sucesso, como por exemplo:

  • Uso de enceradeira, anotar máquina utilizada, tipo e estado de disco ou escova, verificar tipo de movimento executado e anotar produtividade (m2/hora), produtividade fornecerá meio seguro para controlar velocidade de esfregamento.
  • Uso de hidrojateadora, anotar máquina utilizada, distância do bico ao substrato, verificar tipo de movimento executado e anotar produtividade (m2/hora).
  • Uso de fibra de limpeza, anotar tipo, verificar tipo de movimento executado e anotar produtividade (m2/hora).
  • O uso de máquinas automáticas de lavar pisos permite um ótimo controle de aplicação bastando somente anotar produtividade (m2/hora), que resulta na verdade na velocidade de aplicação, não esquecendo, é claro, de se anotar tipo de disco ou escova e, se houver, regulagem de pressão.

Temperatura:

  • De controle muito difícil, porém importante em operações especiais como quando se usa hidrojateadora com água quente ou quando se utiliza água quente na diluição de produtos em operações de remoção de ceras em situações problemáticas.

 

 

MELHORANDO RESULTADOS

 

Toda limpeza normalmente pode ser complementada pela aplicação de produtos complementares com diversas finalidades:

 

  • Prolongar estado de limpeza.
  • Desinfetar, garantindo maior estado de higienização.
  • Perfumar, oferecendo um ambiente agradável.
  • Embelezar, melhorando os resultados, tornando seu resultado mais profissional.

 

Todos os processos que envolvem produtos químicos devem ser definidos tendo em vista a situação apresentada, levar sempre em consideração a melhor diluição que a atenda (nem mais nem menos, o suficiente), determinar freqüência necessária, determinar modo de aplicação e tempo para ação ou do produto, mão de obra, equipamentos e/ou acessórios necessários, incluindo sempre os EPIs.

 

Sugerimos criar folha de processo completa, verificar consumos e tempos envolvidos, sempre com relação à área a ser trabalhada.   Fazer “checagem” ou auditoria dos processos, visando verificar conformidade quanto à diluição, ordem de aplicação, etc., bem como avaliar permanentemente os resultados visando melhorias contínuas no processo quanto à qualidade e custo.

 

 

DILUIÇÃO E REEMBALAGEM DE PRODUTOS QUÍMICOS SANEANTES

 

Os usuários profissionais mais esclarecidos sabem que produtos mais concentrados, que permitem maior diluição, têm normalmente o melhor custo-benefício isto os obriga a fazer diluições no posto de trabalho ou em uma central para que sejam levados aos postos onde serão aplicados.

Este procedimento no entendimento de alguns poderia necessitar de autorização da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas baseados em que a ANVISA permite concentração mais alta em produtos de uso institucional e industrial (com conseqüente diluição para uso) e que o CRQ (Conselho Regional de Química), baseado na legislação, exige um Químico responsável supervisionando as atividades da empresa, considerando também que o produto diluído não será vendido e sim para consumo próprio podemos concluir que não exista irregularidade nestas operações.

 

A seguir algumas sugestões para que estas operações possam ser feitas dentro de critérios seguros e controlados:

 

1)     Diluição e reembalagem de produtos: a) Ter a supervisão de um Químico responsável. b) Tomar todas devidas precauções de segurança, uso indispensável de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), ter certeza que a embalagem final é adequada e estará bem fechada. c) Identificar os produtos reembalados com rótulos que contenham no mínimo: Identificação da Empresa, nome do produto, fabricante, número de lote, razão de diluição, data da reembalagem, identificação do Químico responsável pela reembalagem.

 

  • 2) Sugestão de instruções nos postos de trabalho para manuseio de embalagens abertas ou contendo produtos diluídos:

Produtos químicos de modo geral:

  • Os que estiverem na concentração original devem ser mantidos na embalagem original e bem tampados após o uso, havendo sobra, sempre retornar ao mesmo local de estoque de onde foram retirados.
  • Os que foram diluídos e sobraram devem ser embalados de forma que possam ser bem tampados, colocando na embalagem uma identificação bem clara onde deverão constar, no mínimo, as seguintes informações: nome do produto, o valor da diluição e a data em que foi feita a diluição.   Encaminha-las ao estoque onde deverá estar de forma bem visível, sempre próximo ao mesmo produto (na forma concentrada) de modo a serem utilizados o mais breve possível.

 

Conselhos úteis:

 

  • SEMPRE AO MANIPULAR PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZE EPIs, EVITE O CONTATO DIRETO COM ELES, NÃO IMPORTA SUA NATUREZA, OU SE “ALGUÉM” O INFORMOU QUE É “INOFENSIVO ATÓXICO OU ECOLOGICO”, SAIBA QUE MUITOS PRODUTOS ANTES USADOS INDISCRIMINADAMENTE HOJE SÃO CONSIDERADOS PREJUDICIAIS AO SER HUMANO, NADA NOS GARANTE QUE NO FUTURO OUTROS NÃO TERÃO O MESMO DESTINO, APESAR DO ALTO AVANÇO TECNOLOGICO E DE CONHECIMENTO QUE NOS ENCONTRAMOS.

 

  • MANTENHA UM ARQUIVO ORGANIZADO DAS FISPQs DOS PRODUTOS EM ESTOQUE, ELAS PODERÃO SER ÚTEIS EM CASOS DE ACIDENTES OU, AUXILIADO POR UM TECNICO, ORGANIZAR O ESTOQUE DE MANEIRA SEGURA.

 

  • NUNCA MISTURE PRODUTOS DIFERENTES SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA PARA ISSO.

 

  • NUNCA MISTURE PRODUTOS DILUIDOS AOS CONCENTRADOS, MESMO QUE SEJA O MESMO PRODUTO.

 

  • CERAS QUE SAIRAM DA EMBALAGEM ORIGINAL NÃO DEVEM RETORNAR A ELA QUANDO ESTA AINDA CONTIVER PRODUTO, DEVEM RECEBER O MESMO TRATAMENTO QUE OS PRODUTOS QUE FORAM DILUÍDOS.

 

  • SEMPRE QUE INICIAR UM NOVO ESTOQUE OU NOVOS ÍTENS FOREM ACRESCENTADOS A ELE PROCURE INFORMAÇÕES E ORIENTAÇÃO TÉCNICA SOBRE SUA NECESSIDADE DE CONDIÇÃO DE ESTOCAGEM E POSSÍVEIS INCOMPATIBILIDADES.

 

  • PRODUTOS INFLAMÁVEIS PRATICAMENTE NÃO SÃO MAIS APLICADOS, PORÉM, CASO EXISTA ALGUM, ESTE DEVE RECEBER TRATAMENTO DIFERENCIADO EVITANDO POSSÍVEIS ACIDENTES QUE PODEM SER GRAVÍSSIMOS.

 

PROCURE APRENDER MAIS A CADA DIA MELHORANDO CADA VEZ MAIS SEU PROFISSIONALISMO COM CONSCIÊNCIA E DETERMINAÇÃO.

6 Comments

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